Laranjas de Tanguá podem ganhar reconhecimento internacional

O município de Tanguá é localizado no Leste Fluminense, ficando a apenas 65 km de distância da capital do Rio de Janeiro. Como grande parte das cidades da região, Tanguá tem a agricultura como principal atividade econômica.

Dentre os produtos cultivados nas terras tanguaenses, destaca-se a laranja. A cidade é conhecida como produtora das mais gostosas laranjas do Brasil. Lá, são produzidos três principais tipos: a seleta, a natal e a natal folha murcha. Segundo os agricultores da região, essas frutas tem uma duração maior do que as de outras localidades, podendo chegar a duas semanas com a mesma qualidade.

Além disso, um grande diferencial das laranjas de Tanguá está no seu sabor. De acordo com especialistas em entrevista ao jornal O Globo, o gosto mais adocicado das laranjas de lá são por conta das características do solo local.

Falando em características locais, a cidade de Tanguá está dando um importante passo para garantir que sua produção de laranja seja reconhecida, até mesmo, internacionalmente. Até o final de 2020, o município pretende formalizar a qualidade com um selo de denominação de origem (DO).

Concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o DO é uma derivação do registro de Identificação Geográfica (IG), assim como o selo de indicação de procedência (IP). Segundo o próprio órgão, “o registro no INPI surge como fator decisivo para garantir a proteção do nome geográfico e, dessa forma, obter uma diferenciação no mercado.”

De acordo com a entrevista da Cláudia Milão, Secretária de Agricultura de Tanguá, concedida ao Jornal O Globo, a cidade produz seis milhões de toneladas de laranja por ano, no entanto, a maior parte das vendas é para o Ceasa. Para ela, a conquista do certificado significará a possibilidade de investimentos em exportação.

Decerto, vale ressaltar que conseguir receber tais selos significa garantir um maior prestígio aos seus produtos no mundo gastronômico. A cachaça de Paraty, por exemplo, conquistou a identificação geográfica do INPI. Após isso, esse produto se tornou internacionalmente conhecido e fortaleceu a cultura dos alambiques na região.

Por fim, é importante lembrar que o INPI realiza uma inspeção rigorosa antes de conceder os selos e registro de identificação geográfica. Outro ponto importante é que esses produtos, com características locais específicas, precisam manter a qualidade e as mesmas técnicas de produção durante todas as safras para garantir o registro.

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